Muitos dos meus amigos me recomendavam e diziam que a história é boa e que não há nada parecido com Crepúsculo, já que é a mesma escritora, e mesmo com tantas recomendações eu não estava com vontade de ler. Eu queria mesmo é terminar de ler os livros da minha lista, A Hospedeira pra mim estava fora de cogitação.

Até que no dia do meu aniversário, 22 de Janeiro, eu ganhei justamente esse livro do meu pai. Não sei se fiquei feliz e nem abri, nem cheirei (sim, eu cheiro meu livros. exatamente da forma que imaginou), nem folheei como geralmente estou acostumada fazer quando compro ou ganho um livro, simplesmente guardei com muito cuidado no fundo da minha gaveta. Lá ficou o coitadinho do livro esquecido durante um mês. Resolvi tomar vergonha na cara e ler, mesmo não querendo tanto assim. Confesso que foi difícil no começo, porque além da minha falta de vontade, os primeiros 3 capítulos são confusos demais. Cada vez que eu lia uma página menos vontade eu tinha de ir mais além na leitura. Realmente não queria terminar mais um livro com aquele gosto amargo na boca, de arrependimento, de que eu deveria ter feito outra coisa além de lê-lo. Tempo para mim é ouro. Era uma linha tênue entre continuar lendo e desistir de vez, abandonar o livro e partir pra outra. 

Todo esse processo me aconteceu em Fevereiro e eu já estava aqui no blog, comecei a ver as blogueiras falando e resenhando e amando A Hospedeira. Li algumas resenhas e uma delas dizia que a leitura era mesmo difícil no começo justamente para justificar o meio, que fazia parte do “script”. Pois bem! Continuei lendo mesmo com um pé atrás. E sim, era preconceito sim com Stephenie Meyer. Eu não conseguia pensar nessa escritora sem me lembrar de Crepúsculo, aquela saga sem graça que não me agradou nem um pouco. Respeito quem gosta, me julguem se quiserem mas eu parto do princípio de que quem escreve uma saga daquelas não saberia escrever mais nada que prestasse.

Contudo, fiquei impressionada com a história. Conforme fui lendo, tudo começava a se encaixar perfeitamente como uma luva. Me peguei várias vezes parando e olhando pro lado em êxtase com alguma cena, com o que acabara de acontecer. Superou todas as minha expectativas e do nada, algo me surpreendia na história. As cenas foram muito bem elaboradas e bem descritivas, mesmo não tendo uma variedade de espaço, os ambientes foram muito bem criados. Incrível essa ideia de fazer duas pessoas em uma. Sempre tive vontade de ler alguma coisa que falasse do futuro, principalmente que trouxesse junto esse gênero fictício. E hoje, sem medo de errar, digo que estou apaixonada por cada personagem e cada cena. O tempo que eu ficava lendo toda noite antes de ir dormir, mesmo exausta pelas dificuldades do dia, tirava [no mínimo] meia hora para poder me encontrar com eles novamente. Quando terminei o livro, não sabia se ficava feliz ou triste, meu mundo preferido acabou e infelizmente eu tinha que voltar para a minha chata realidade. haha


Agora falando do enredo, pra quem ainda não conhece, vamos por parte. Imagine que seres de outro planeta invadiram a terra, (mas não são aqueles ET's que estamos acostumados ver tão verdes e cabeçudos, com aqueles olhos esbugalhados e magrelos de ruim), criaturas fofas e delicadas e tampouco são denominados ET's e sim Almas. Criaturinhas pequeninas e prateadas com alguns filamentos; - me lembra ameba ou alguma espécie de polvo. São do bem e vieram para fazer da terra um lugar melhor. 

Eles não são os (vilões?) da história como o trailler do filme mostrou, pelo menos para mim. Eles vieram para trazer a paz, diminuir a maldade no mundo e assim, exterminando não a raça humana mas sim a mente corrupta das pessoas. 
A personagem principal, (Melanie), é capturada, mas algo dá errado e suas memórias não são apagadas, mesmo depois do corpo ter sido hospedado por uma alma chamada Wanda (para alguns) Peg (para outros). Melanie ainda vive presa no fundo da sua própria cabeça lutando para desviar o pensamento para que nada escape sobre o paradeiro da sua família. Melanie é forte e teimosa, vivia brigando com Wanda, bloqueando suas memórias, confundindo-a e jogando memórias do seu passado com Jared (seu namorado). Wanderer é tomada pelas emoções de sua hospedeira e acaba se apaixonando pelo namorado de Melanie. Eu fiquei horrozirada de como a coitada (ou as coitadas) sofrem na mão daquele que tanto ama: Jared. Ela é quase morta várias vezes, espancada e aprisionada. Claro, eu não pude evitar de sofrer junto.

Falando de Jared.... que cara mais chato e sem graça. Fiquei pensando no porque que é ele o mocinho da história e não Ian. Penso que todo livro de romance o objetivo é fazer o leitor se apaixonar pelo mocinho(a), não necessariamente se apaixonar mas ter alguma afeição. E no meu caso isso não aconteceu, muito pelo contrário, achei o cara totalmente desinteressante. Desculpa, mas esse triângulo amoroso que a autora tanto insistiu não fez nenhum sentido para mim.

É melhor eu parar por aqui antes que eu conte a história toda. Nada de spoiler, né? A única crítica sobre a estrutura do livro é que a escrita contém erros, se fossem poucos não teria nenhum problema, mas eram muitos erros e isso me incomodava. O livro é muito longo, demorei bastante para ler, enrola bastante em algumas cenas que poderiam ser mais rápidas. Mas enfim, fiquei feliz por saber que o livro terá uma continuação. Espero que seja verdade,
Foto do filme A Hospedeira

Sobre o filme: que dublagem foi aquela? Melanie com voz de menininha? Jared com quase a mesma voz daquele outro cara do filme Crepúsculo? Para que tá bem feio. kk