Boa noite pessoal!! Antes de começar gostaria de avisa-los que isso não é uma resenha, é sobre uma experiência engraçada que tive com o livro. E aproveito a deixa pra falar que estou terminando a leitura de um novo livro [nova resenha por aí], e como eu não quero deixar o blog desatualizado, resolvi escrever sobre a primeira coisa que viesse à minha cabeça.         


Era outubro de 2010 e a minha professora de Português havia nos sugerido para que lêssemos em no máximo um mês "A menina que roubava livros", para que tivéssemos a prova final do bimestre. A maioria estavam precisando de nota, embora eu não precisasse (a minha média era 7), fiz questão de ler pelo simples fato de que achei o livro bonito. Verdade! A capa me chamou atenção, não só a capa como também as folhas macias e amareladas. No mesmo dia comecei a ler.

Os dias foram se passando e percebi que eu era a única da sala que estava lendo. Não liguei. A cada novo capítulo que eu avançava, novos assuntos surgiam na minha rodinha de amigas. Enquanto elas falavam da experiência de ter aceito o primeiro pedido de namoro e de ter beijado tal fulaninho na pracinha atrás da escola, eu só sabia falar de Liesel Meminger e sobre seus livros roubados. Falava também do Führer e da Alemanha Nazista. Mesmo sabendo que elas não estavam prestando atenção em mim e muito menos na história do livro, eu desatinava a falar. Todas iam embora e lá ficava eu, com as minhas muitas ideias na cabeça sobre o que poderia acontecer no próximo capítulo do livro.

Até que chegou o dia de fazermos a prova, e lembro que a professora pediu para que levantasse a mão aquele que havia terminado a leitura. Eu levantei a mão primeiro, depois mais três alunas. A professora sabia que se aplicasse a prova todos iriam mal, exceto nós quatro. Em virtude disso, não fizemos nenhuma prova e ainda nos foi passado um trabalho para entregar no mesmo dia, trabalho esse que não tinha nada a ver com o livro. 

Achei isso injusto. Eu havia lido e me sentia mais do que nunca apta para realizar a prova. Dediquei duas semanas da minha vida naquele livro e eu precisava provar para a Profº que eu realmente li. Para se ter uma ideia do quanto isso era importante para mim, gostei tanto do livro que o levava para todo lugar. No postinho de saúde, na padaria e no mercado, sempre com ele dentro da bolsa.

Cheguei em casa bufando de raiva, minha mãe achou estranho e perguntou o que estava acontecendo, disse tim-tim por tim-tim e ainda supliquei à ela que fosse conversar com a tal professora. Minha mãe foi na escola no dia seguinte, conversou com a fulana e pediu que aplicasse a prova para mim antes que as férias escolares começassem. Foi tanta a insistência da minha mãe, que a professora de Português aceitou fazer uma prova com 10 perguntas no máximo, para que eu fizesse o quanto antes. 

Na semana seguinte, lá estava eu, sozinha numa sala com 40 carteiras vazias fazendo uma prova, que diga-se de passagem, foi feita especialmente para mim (rsrs). Na verdade, a escola estava praticamente vazia porque já era finalzinho do ano. Só estavam alguns professores, coordenadores, faxineiras e uma aluna nerd (eu).

Pois bem, a prova tinha realmente 10 questões e todas muito fáceis. Acabei tirando a nota máxima. Eu me recordo que a professora corrigiu na mesma hora, pegou sua bolsa e foi curtir as férias. Toda vez que lembro disso é impossível evitar algumas risadas silenciosas, rs.

Enfim, dois anos se passaram desde a primeira vez que li "A menina que roubava livros". Parece mentira, mas eu me recordo de cada detalhe da história como se eu tivesse lido ontem. Eu tinha 14 ou 15 anos, se não me falha a memória, e digo sem titubear: foi um dos melhores livos que já li.  




Pensei em fazer a resenha no momento que eu terminasse a leitura, mas seria emotivo demais. Portanto, depois que terminei, esperei a manhã toda ansiosa para escrever aqui no blog.

Eu sei que sou uma das últimas pessoas do mundo que leu "Querido John", mas antes tarde do que nunca, concordam? Praticamente todos os meus amigos leitores já leram, só eu que não. E em minha defesa digo que na minha cidade não tem nenhuma livraria, senão sebo. Gosto de sebos. Na verdade, amo sebos, amo livros velhos, aquele cheirinho de livro guardado com as folhas todas amareladas com o tempo. Apesar disso, Querido John é um livro muito desejado e não encontrei nos sebos daqui da minha cidade. Por isso a demora para ler esse livro. Demorei, mas eu li.

Depois dessa introdução toda enrolada, ainda não consegui encontrar palavras para descrever esse livro. Ainda estou emocionada. As horas já se passaram desde a última página que li e a história continua mais viva do que nunca dentro de mim. Me perdoem se a resenha sair meio comotiva. Esse livro afetou meu âmago. Não tem como descrever o que eu senti ao ler cada capítulo. Confesso que nunca fui muito de chorar quando estou lendo uma história de romance, mas esse livro me envolveu de uma maneira tão extraordinária, que não consegui conter as lágrimas, tanto nas páginas medianas quanto no final. 

Eu queria fazer uma resenha um pouco mais técnica desse livro, conceituando os pontos mais altos e baixos da história. Mas você já deve ter ouvido falar que quando se ama, não enxergamos nenhum defeito. Amei esse livro, a história é linda e superou todas as minhas expectativas.

Sobre o autor, eu já tinha ouvido falar de um tal escritor romancista chamado Nicholas Sparks, que diga-se de passagem, me recomendaram como um dos melhores autores de livros de romance. Logo pensei que não iria gostar porque nunca fui fã de livros românticos, sempre preferi alguns gêneros como: suspense, terror, aventura e supernatural. Mas depois que li Querido John, a minha lista de gêneros com certeza aumentou.

A história é fantástica e não deixa a desejar. A linguagem é ótima. A capa desse livro então... vamos combinar, linda, né? Não julgo um livro pela capa, mas quando ela interage com a história, o livro se torna perfeito. Foi todo esse conjunto que fez me apaixonar por Querido John. 

O livro é tudo muito bem detalhado. Te prende na história. Narrado na primeira pessoa, John descreve com cuidado o amor irremediável que sente por Savannah. Dois jovens apaixonadíssimos que, ao desenrolar dos fatos, em meio a tantos encontros e desencontros, apenas uma carta acaba com o coração de John. Quando li essa carta, admito que chorei feito uma criança. De certa forma eu me senti por dentro da história, e por um momento desejei fazer parte do enredo para que eu pudesse, ao menos, fazer John sofrer um pouco menos. Doeu em mim. As lágrimas de John pareciam escorrer nas páginas do livro. Meio surreal eu dizer isso, mas foi o ponto mais emocionante do livro. 

Cena do filme Querido John


Pra terminar, fica a minha deixa para aqueles que não leram: Leiam! E para aqueles que não assistiram o filme, (claro que o filme não é muito fiel ao livro), mas mesmo assim, assistam. O filme é um complemento e bem legal também.




                                         

O livro é um pouco fiel ao que vem escrito na capa:  Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais. Na parte de você vai querer mais  eu não fiquei querendo mais, dei algumas risadas e poderia ter chorado, mas não chorei. Pensei que valeria a pena.


A história é fofinha, bonitinha e sem energia - morno. Cheio de blá blá blá blá e na minha humilde opinião não há nada que te faça querer mais porque o final é decepcionante, (para mim foi). Não me deixou querendo ler mais. Pronto! Acabou! Fiquei convencida que a história havia acabado, quando antes mesmo de ler a palavra Fim na última página, tudo o que tinha que acontecer já havia acontecido alguns capítulos antes. E mesmo o autor ter antecipado um pouco o andamento da carruagem, qualquer um conseguiria prever o futuro dos personagens. Se a intenção do autor era surpreender, não conseguiu. 

Desculpa, posso estar sendo insensível demais, mas parecia que o único diferencial da história ali era a doença dos personagens. Isso é um fato contundente. Logo se percebe que Green queria despertar uma espécie de 'sentimentalismo tosco e superficial' nas pessoas para que elas lessem até o final com dó. Faltou um quê a mais na história. Não consigo entender o porque das pessoas terem lido e amado ao ponto de dizer: foi o melhor livro que li no ano de 2012. Eu baixei o e-book, li e não fiquei falando pra todo mundo que a história é perfeita. Dei apenas 2 estrelas no Skoob, pela arte da capa.

O livro conta a história de uma garota de 16\17 anos com câncer no pulmão. Retraída por conta da doença, Hazel (nome da garota), quase não saia de casa a não ser para um grupo de apoio que sua mãe a obrigava ir.  Não vivia sem seu cateter e carrinho de oxigênio. Para onde quer que Hazel fosse o oxigênio ia com ela: ou ela usava o cateter no nariz, ou ela poderia morrer. A realidade do livro é bem triste e cruel. Hazel não podia andar uns quilômetros que já se cansava faltando-lhe o ar. Sem medo de errar digo que isso é extremamente angustiante para quem esta lendo. O autor insiste tanto na falta de ar de Hazel,  que juro, fiquei com falta de ar também. A cada página Hazel está ofegante, cansada e com falta de ar e isso é deprimente. Fiquei com dó da personagem.

Bem no começo da história Hazel conhece um rapaz chamado Augustus (ou Gus, como era chamado por familiares) no grupo de apoio. Um ano mais velho e também com câncer. ~Para a alegria dos leitores ele não tinha câncer no pulmão, por enquanto. Convenhamos dois personagens com crises de falta de ar, ninguém conseguiria chegar até o final, principalmente se o leitor tivesse alguma espécie de problema respiratório.~ Augustus tinha um câncer chamado: osteosarcoma (Tumor maligno dos ossos que se propaga para os pulmões e nos demais órgãos). O tumor não tinha se propagado muito, mas  para se ter uma ideia da gravidade do tumor, o garoto teve que amputar uma perna.

Augustus e Hazel ficam amigos. Logo, se apaixonam. A história é baseada principalmente nisso: Dois adolescentes doentes se apaixonam. O final bem esperado acontece e o livro acaba. Esses são os pontos mais altos da história.

Por fim, não recomendo esse livro. Me parece que as pessoas preferem ler aquilo que está virando modinha. Infelizmente, porque existem livros tão bons que não são tão conhecidos assim e que deveriam ser dignos de nota. Nada acontece de muito impactante em A Culpa é das Estrelas que te faça ficar de olhos arregalados e dizer: Uaaaau. Ou talvez a culpa não tenha sido das estrelas e sim da expectativa que criei pro final para compensar toda aquela tontice de antes. rs

E é isso, minha gente! Está muito bem exposta a minha opinião. Até mais.