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Boa noite meninas e meninos!

Aproveitando esse feriadão de Carnaval, cá estou eu novamente depois de alguns dias sem entrar no blog. Parece que atrofia, verdade. Uma semana sem escrever (senão as bases tecnológicas), é estranho voltar. Só Deus sabe de onde tirei a inspiração pra começar a escrever, me perdoem se sair de qualquer jeito. Vou fazer o possível para sair legal, prometo. Afinal, vocês merecem.

Bom, a exatamente uma semana atrás eu havia terminado a leitura de um livro Chamado "A Luneta Mágica", de Joaquim Manuel de Macedo. Não sei se a foto da capa é essa que postei, porque é um livro antigo, publicado em 1869, não encontrei fontes que me garantissem uma capa verdadeira. Encontrei várias capas e acabei pegando essa mesmo, porque achei que tinha mais a ver com a história.


Agora vamos ao que realmente interessa.


A Luneta Magica é um romance cômico e provavelmente o primeiro romance brasileiro de fantasia. A linguagem é muito difícil. Se vocês desejam ler esse livro e querem um maior entendimento da história, por favor, estejam no mínimo com um dicionário do lado. Praticamente impossível ter 100% de compreensão sem possuir de um vocabulário rico de palavras difíceis ou sem ter um humilde dicionariozinho bem perto de você, já que você irá utiliza-lo de 5 em 5 minutos. Parece exagero, mas não. Isso foi me desgastando, confesso. Quase desisti do livro, mas fui forte e li até o fim. [rs]

Linguagens à parte, a história é maravilhosa. O livro fala de Simplício, um jovem míope, quase cego. Cego fisicamente e moralmente. Isso mesmo, além de não enxergar poucos palmos à sua frente, Simplício não consegue decidir-se por si só. 

  • Miopia física: — "a duas polegadas de distância dos olhos não distingo um girassol de uma violeta."
  • Miopia moral: — "sou sempre escravo das ideias dos outros; porque nunca pude ajustar duas ideias minhas."

Simplício não pensa, não consegue tomar decisões e atitudes. Mal sabia ler, muito menos escrever.  A sua salvação é Américo (seu irmão), aquele que pensa por Simplício e administra a sua fortuna. Prima Anica e Tia Domingas, são aquelas que Simplício não conhece fisicamente por conta da visão, porém, confia piamente. 

Depois de algum tempo de árdua e insistente leitura, Simplício finalmente procura um homem que produz lentes poderosas, mas infelizmente nenhum servem a Simplício. Até que decidem leva-lo a um homem mágico, vindo da Armênia, que promete fazer lentes mágicas e com grandes feitos. O misterioso armênio (o livro não cita o nome do homem) começa a magia e depois de algum tempo entrega a lente poderosa nas mãos trêmulas e geladas de Simplício. 

Não é uma simples luneta e por isso algumas condições foram postas: Aquele que estiver com a tal luneta mágica nos olhos não poderá fixa-la por mais de três minutos sobre nenhum objeto, caso contrário teria a VISÃO DO MAL. E pior, se o indivíduo olhasse por mais de treze minutos sobre qualquer coisa teria a VISÃO DO FUTURO, porém, a luneta mágica se quebraria sozinha nas mãos daquele que acabara de desobedecer o armênio.

A partir daí a história começa a esquentar e fazer borbulhas de fogo. Simplício desobedece o armênio e fixa a sua luneta, primeiramente na aurora da manhã. Claro, depois de três minutos vem a decepção do pobre Simplício. Depois fixa a luneta na sua prima Anica, que até então, nunca a tinha enxergado tão bem, mas infelizmente os três minutos se passaram e com ela toda a admiração que tinha pela prima. Pois é, o pobrezinho teve a visão do mal e ficou desiludido.

Simplício absurdamente continua desobedecendo o armênio e fixa a luneta por mais de três minutos em tudo o que vê pela frente. Simplício fica louco, doente, desiludido. Antes ele não enxergava, agora não confia em ninguém e só consegue sentir o desprezo pelas pessoas. Imagina você tendo a capacidade de ver o lado ruim das pessoas? Insano, não?

Se existe a visão do mal, será que existe a visão do bem? Existe! Simplício procura novamente o armênio e este prepara, com toda aquela magia demorada de 6 páginas, uma outra luneta mágica. O efeito era o mesmo, a diferença é que se Simplício fixasse a luneta por mais de três minutos em qualquer coisa, ele teria A VISÃO DO BEM. Parece melhor. Agora Simplício verá o lado bom das coisas e das pessoas.

Este livro acaba nos fazendo pensar a respeito da relatividade entre o bem e o mal, além de ser socialmente crítico. Nos faz muitas indagações. Será que a visão do bem é melhor do que a visão do mal? E você, gostaria de ter uma luneta mágica do qual te daria o poder de ver o lado ruim e bom de todas as coisas? O que será que Simplício via através da luneta que o deixava tão desencantado? Como era a visão do mal? E a visão do bem? 

SUPER recomendo A Luneta Mágica. A história te prende do inicio ao fim. Me dá orgulho saber que existem/existiram escritores brasileiros tão bons, já que hoje em dia ninguém sabe reconhecer o valor disso. Não estou dizendo que os escritores internacionais não são bons, mas os brasileiros são ótimos. Sem contar que péssimos livros vindo de escritores internacionais estão sendo postos em primeiro lugar entre os mais vendidos aqui no Brasil. Nós somos brasileiros, não somos? Que tal começarmos a ler mais livros de cultura brasileira

É isso! Até a próxima.



                           


Sabe quando você termina de assistir um filme ou ler um livro, e sente que perdeu seu tempo? Estou sentindo que eu deveria ter feito uma outra coisa ao invés de ter assistido "A Entidade".  Opinião não se discute, certo? Conheço pessoas que adoraram esse filme, outras que odiaram, umas ficaram com muito medo, outras nem tanto. E para mim, fico com a última opção.

O começo do filme é muito chato e morno. Claro que todo início de filme é assim até o desenrolar dos fatos, e principalmente quando se trata de filme de terror, as cenas ficam mais medonhas depois de alguns minutos de filme. A Entidade me decepcionou muito nesse quesito, o filme foi se passando e nada acontecia. Até as cenas que pareciam ser assustadoras, não eram.

Faltava alguém me chamar pra tomar café que eu desistia de vez de assistir esse filme. Eu gostaria muito mais de estar conversando com a minha avó do que ter assistido até o fim. Acho que o meu erro foi ter esperado muito do final para compensar todo o tédio e o tempo perdido de ter assistido até aquele momento. Mas não aconteceu nada demais no final e claro, isso me deixou muito frustrada. rs

O filme conta a história de um escritor que se muda para uma casa onde aconteceram vários assassinatos, ele fez essa mudança porque precisa escrever um novo livro baseado no que acontecera ali. Claro que ele começa a ver espíritos, crianças mortas e tals. Não há nada nesse filme que diferencie muito dos outros filmes de espíritos, pois é bem parecido com 11.11.11 e também com Atividade Paranormal, obviamente com histórias diferentes, mas o foco é sempre o mesmo: Espíritos do mal, uma casa mal assombrada e uma pessoa que enfrenta esses "demônios".

Não estou criticando esses outros filmes e até confesso que Atividade Paranormal me deixou morrendo de medo, mas A Entidade deixou muito a desejar. O roteiro é muito fraco. Para quem realmente gosta de terror, com certeza esse filme não é uma boa pedida. Mas há quem goste de assistir um filme de terror mais tranquilo, sem pular da cadeira de susto e a pipoca sair voando na cara do colega ao lado.

Enfim, eu não gostei muito do filme pelo fato de que faltou mais emoção, é meio sem graça. Não sei se recomendo porque depende de cada um e dos seus respectivos gostos. Se você já assistiu, compartilhe a sua opinião aqui nos comentários. Ficarei feliz com a sua participação. Tenham um ótimo final de semana.